Conhece o Garachico? Esta cidade costeira no norte de Tenerife está aninhada entre o Oceano Atlântico e os contrafortes do Maciço de Teno. Fomos seduzidos pela singularidade desta cidade, que soube conservar o seu centro histórico colonial e oferecer um cenário natural espetacular, forjado pelo vulcão. Neste artigo, partilhamos consigo 6 razões para visitar esta cidade.

Esta é uma opinião completamente independente, baseada na nossa própria experiência. Visitámos a região de forma anónima, fazendo as nossas próprias escolhas e pagando as nossas contas na totalidade.
Conteúdo
Vale a pena visitar Garachico?
Sim, vale a pena visitar o Garachico. Esta pequena cidade no norte de Tenerife combina uma herança colonial intacta, piscinas vulcânicas naturais e uma atmosfera local autêntica, longe das principais estâncias turísticas da ilha. Encontrámos aqui um raro equilíbrio entre história, natureza e tranquilidade.
A seguir, enumeramos os motivos de forma mais pormenorizada. Também pode ver a nossa seleção das principais atracções da cidade.

Razão 1 – As piscinas naturais de El Caletón, resultado de uma catástrofe vulcânica
Em 1706, uma erupção vulcânica devastou uma grande parte de Garachico e enterrou o seu porto sob a lava. O que a catástrofe destruiu por um lado, criou por outro: as rochas arrefecidas formaram uma série de bacias naturais diretamente abertas para o Atlântico, conhecidas hoje como El Caletón. Ficámos impressionados com o contraste entre a rocha vulcânica escura e o azul profundo do oceano, particularmente marcante na maré alta, quando as ondas batem contra as saliências de lava. Na maré baixa, as piscinas oferecem condições ideais para nadar em águas calmas e temperadas. Também pode caminhar ao longo das rochas para ver o mar de perto, desde que esteja atento às ondas. O acesso é gratuito. Para aproveitar ao máximo o seu mergulho, recomendamos que leve calçado de água: o solo vulcânico é irregular.

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Razão 2 – Um património colonial intacto, salvo da erupção de 1706
A erupção de 1706 devastou grande parte da cidade, mas vários edifícios sobreviveram – e é precisamente isso que torna uma visita ao centro histórico tão interessante. O Castelo de São Miguel, construído em 1575 para proteger a cidade dos ataques dos piratas, é um dos poucos edifícios que sobreviveram à catástrofe. As suas muralhas, construídas em pedra de canto, um material típico das Canárias, testemunham uma arquitetura militar sóbria e funcional.
Nas proximidades, a Igreja de Santa Ana, fundada em 1520, pagou um preço elevado pela catástrofe. A erupção destruiu completamente o seu interior, poupando apenas uma pequena parte das estruturas originais. O que vê hoje é, de facto, uma reconstrução meticulosa do século XVIII. Gostámos particularmente do seu notável teto em caixotões: embora seja uma réplica fiel inspirada no estilo tradicional mudéjar – nascido do encontro das culturas islâmica e cristã – o trabalho de reconstrução é tão meticuloso que quase se esquece que a obra-prima original desapareceu sob a lava. As capelas laterais, ornamentadas com retábulos barrocos, completam o conjunto de forma magnífica.
A Casa Palacio de los Condes de La Gomera, uma casa senhorial do século XVII, completa este património civil notavelmente bem conservado. Pode percorrer todos estes sítios a pé em apenas algumas horas.

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- Se está a planear explorar as montanhas, não leve os carros mais pequenos. Um motor mais potente é mais confortável.
- Mas também não leve um carro demasiado grande, pois algumas das estradas são estreitas.
- Há muita procura e é uma ilha, por isso reserve com antecedência.

Razão 3 – Becos e praças onde o tempo pára
Garachico é melhor explorado a pé. As suas ruas calcetadas, as suas fachadas de cores quentes e as suas varandas de madeira esculpida formam uma cidade à escala humana, sem a agitação. Demorámo-nos a passear pela cidade, descobrindo edifícios como a Casa de los Molinos e a Casa de los Ponte, que testemunham os tempos em que a cidade era um dos portos mais movimentados de Tenerife. A Plaza Libertad, a praça principal da cidade, é o centro da atividade local. Está repleta de edifícios históricos, incluindo a Igreja de Nuestra Señora de los Ángeles, antigo Convento de São Francisco, datado de 1524. A sua fachada apresenta duas portas de alvenaria particularmente elaboradas. No interior, o teto em caixotões octogonais de estilo mudéjar e a capela La Vera Cruz, construída no início do século XVII, merecem uma visita. A entrada custa 1 euro. Para desfrutar da cidade em paz e sossego, recomendamos que chegue de manhã cedo ou ao fim da tarde.

Razão 4 – Uma frente de água entre a arte contemporânea e o horizonte atlântico
Um passeio ao longo da orla marítima de Garachico oferece-lhe uma surpresa inesperada: esculturas contemporâneas em mármore branco destacam-se contra o negro da lava e o azul do Atlântico. A obra mais notável é a do artista japonês Kan Yasuda, intitulada Tensei Tenmoku (Porta sem porta), instalada no paredão marítimo e composta por elementos em mármore italiano. O confronto entre a brancura do mármore, a lava vulcânica e a imensidão do oceano criou uma imagem de grande coerência visual. Para além disso, a combinação de mar e montanha ao fundo confere a este passeio uma amplitude rara. O pôr do sol aqui é particularmente interessante: as luzes que mudam na água e o relevo do maciço de Teno oferecem um novo espetáculo todas as noites. O acesso é gratuito e o passeio é fácil a partir do centro histórico.

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Motivo 5 – Uma janela para a história das Ilhas Canárias, entre conventos e torres de vigia
Dois lugares, separados por apenas alguns minutos, que lançam uma luz diferente sobre a história de Garachico e das Ilhas Canárias. O Convento de la Inmaculada Concepción, construído em meados do século XVII, é um edifício de grandes dimensões e de uma arquitetura marcadamente sóbria. Seriamente danificada por um incêndio em 1709, alberga ainda hoje uma comunidade de freiras. Embora o edifício seja conhecido localmente como Monasterio (ou Convento) de la Inmaculada Concepción, as freiras que aí vivem pertencem à ordem das Concepcionistas Franciscaines. A venda de pastelaria artesanal deixou de ser feita diariamente em regime de “self-service”, passando a ser feita sobretudo por encomenda prévia (por telefone ou através da sua página aqui).
Um pouco afastado da cidade, o Mirador del Emigrante oferece-lhe uma vista panorâmica de Garachico, da costa e das montanhas. Inaugurado em 1990, este miradouro presta homenagem aos canários que deixaram a ilha ao longo dos séculos em busca de uma vida melhor – um facto histórico específico do arquipélago que é frequentemente ignorado pelos visitantes. Gostámos muito dos painéis informativos sobre a erupção de 1706. Fica a menos de 5 minutos de carro do centro, com algum estacionamento disponível.

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Razão 6 – Uma base ideal para explorar o norte de Tenerife
Garachico pode ser alcançado a partir de Puerto de la Cruz em 40 minutos e a partir de Santa Cruz de Tenerife em cerca de 1 hora. A sua posição na costa noroeste torna-a uma base conveniente para viajar para muitos destinos na área. A poucos quilómetros de distância, Icod de los Vinos é o lar do famoso Drago Milenario, um dragoeiro centenário considerado um dos mais antigos do seu género. Na direção oposta, Buenavista del Norte e Punta de Teno oferecem paisagens costeiras de uma beleza austera, com falésias que mergulham no oceano e vegetação adaptada aos ventos dominantes. Recomendamos que traga o seu próprio carro para explorar esta parte da ilha, que é mal servida por transportes públicos. Também estão disponíveis excursões organizadas a partir de Garachico, se preferir delegar a logística.


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Algumas desvantagens de uma viagem a Garachico
Multidões e estacionamento na época alta
O Garachico é um local muito procurado, nomeadamente pelas suas piscinas naturais. Na época alta, os dois principais parques de estacionamento da cidade – um perto da praia, o outro a leste do centro histórico – enchem-se rapidamente de manhã. Aconselhamo-lo a chegar cedo para evitar uma visita demorada. O centro histórico continua a ser agradável de explorar a pé, mas a zona em redor das piscinas naturais pode ficar cheia de gente nas horas de ponta do verão.

Uma cidade para visitar numa excursão e não para uma estadia longa
Garachico é uma pequena cidade que pode ser explorada em meio dia ou um dia inteiro, dependendo do seu ritmo. Tem alguns hotéis encantadores – incluindo o Hôtel San Roque, instalado numa casa senhorial do século XVIII – mas a oferta de alojamento é limitada em comparação com as outras estâncias principais da ilha. Se desejar ficar aqui, recomendamos-lhe que faça a sua reserva com antecedência. Para um programa mais denso ou praias mais extensas, será útil combinar Garachico com outros destinos no norte de Tenerife.
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Horários de abertura a verificar
Vários sítios Garachico têm horários de funcionamento limitados ou irregulares. A Igreja de Santa Ana, por exemplo, está aberta das 10h30 às 13h00, exceto aos sábados, e as missas podem restringir o acesso a certas horas. O Castelo de São Miguel nem sempre está aberto ao público e só oferece uma vista do telhado durante as exposições especiais. Aconselhamo-lo a consultar previamente o posto de turismo local para evitar desilusões no local. Visite o sítio Web oficial para obter mais informações .

Como chegar a Garachico
Garachico pode ser alcançado a partir da estrada principal na costa noroeste de Tenerife, a TF-5: Garachico está localizado na costa norte de Tenerife, a cerca de 27 km a oeste de Puerto de la Cruz.
- 40 minutos de carro de Puerto de la Cruz – procure um carro
- 1 hora de carro de Santa Cruz de Tenerife
- 1h15 de carro da Costa Adeje
- A estrada principal TF-5 corre ao longo da costa norte e liga facilmente as cidades da ilha a Garachico.
- Passeios de um dia disponíveis a partir de várias cidades de Tenerife
- De táxi ou transfer privado – ver opções
- De autocarro, a linha 363 liga Puerto de la Cruz a Garachico, ou a partir do sul (Costa Adeje), apanhe a linha 460 para Icod de los Vinos, depois mude para a linha 363 (ou 325) para Garachico.
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